segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Suspeito pelo assassinato do jogador Daniel deixa a prisão em SJP


R7 - Eduardo Purkote Chiuratto, de 18 anos, indiciado pelo assassinato do jogador Daniel Corrêa, de 24 anos, foi solto na tarde desta segunda-feira (26). Preso desde 15 de novembro na carceragem da Delegacia da Polícia Civil de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, ele foi indiciado por lesões corporais grave. Além dele, outras seis pessoas foram indiciadas pelo inquérito da Polícia Civil.
O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevista, da Polícia Civil, já havia declarado que acreditava que o jovem poderia ser solto a qualquer momento, já que não há motivos para a manutenção da prisão temporária.
Eduardo foi o último suspeito a ser preso por envolvimento com o caso do jogador Daniel. Ele foi detido apenas depois que a polícia colheu os depoimentos de todos os outros suspeitos e testemunhas que estavam na residência da família Brittes no dia do crime. E, acabou encarcerado porque apareceu na versão de alguns deles como um dos agressores de Daniel, por supostamente ter quebrado o celular da vítima e ainda ter entregue para Edison Brittes a faca usada para degolar e decepar o órgão sexual do jogador.

Acusações sobre Purkote Chiuratto


Segundo Trevisan, o jovem foi preso porque "quebrou celular, arrombou a porta, teria pego a faca da execução na cozinha", e agrediu o jogador Daniel morto no dia 27 de outubro. 

Família apoia o suspeito pela morte do jogador Daniel
“Os pais estão dando todo o apoio para que ele diga a verdade”, explicou Ricardo Dewes, advogado de defesa de Eduardo Purkote, logo após sua prisão em um condomínio de luxo em São José dos Pinhais. Conforme o Dewes, o jovem seria de uma família com estrutura, de boa índole e que não pratica delitos. Ainda segundo o advogado, Purkote sofreu muito com a denteção. "Está desesperado, chorando muito, preocupado porque não sabe o que está acontecendo”, declarou dias após a prisão do seu cliente.

Mãe de Purkote diz que ele é inocente
Empresária em São José dos Pinhais, Viviane Purkote Melo é casada com o ex-vice prefeito da cidade e também chegou a tentar uma vaga no legislativo municipal, mas não foi eleita. Ela é mãe dos gêmeos Purkote e garante que o filho, Eduardo, é inocente.
Segundo relato da polícia civil, durante a prisão do filho, que ocorreu às 6h em um condomínio de luxo onde a família vive, em São José dos Pinhais, Viviane chorou muito. "Com certeza foi exatamente isso que aconteceu [estava no lugar errado, na hora errada]", disse a mãe. Ela ainda alegou que a "família [está] toda despedaçada, o que nos mantém em pé é a fé em Deus, e a grande corrente de oração dos amigos que se formou em pro da liberdade e justiça para meu filho", justificou na ocasião.
Na foto do seu aplicativo de mensagens, Viviane substituiu a imagem por um foto estilizada do filho preso, com os dizeres: "Eduardo Purkote é inocente".


Todos os indiciados pela morte do jogador 
A Delegacia de Polícia Civil de São José dos Pinhais concluiu e entregou o inquérito com o resultado das investigações ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) no dia 21 de novembro. De acordo com o documento, os sete indiciados deverão responder por crimes diferentes. Confira:
Edison Brittes: homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver (pena = 12 a 30 anos e 1 a 3 anos, e multa, respectivamente)
Cristiana Brittes: homicídio, coação de testemunha e fraude processual (pena = 6 a 20 anos, 1 a 4 anos e 3 meses a 2 anos, e multa, respectivamente)
Allana Brites: coação de testemunha e fraude processual (pena = 1 a 4 anos e 3 meses a 2 anos, e multa, respectivamente)
Eduardo da Silva: homicídio qualificado e ocultação de cadáver (pena = 12 a 30 anos e 1 a 3 anos, e multa, respectivamente)
Ygor King: homicídio qualificado e ocultação de cadáver (pena = 12 a 30 anos e 1 a 3 anos, e multa, respectivamente)
Deivid Willian da Silva: homicídio qualificado e ocultação de cadáver (pena = 12 a 30 anos e 1 a 3 anos, e multa, respectivamente)
Eduardo Purkote Chiuratto: lesões graves (pena = 1 a 5 anos)

Denúncia do MP-PR à Justiça
Nesta segunda-feira (26), o MP-PR confirmou que pretende indiciar Cristiana Brittes também por homicídio e não apenas por coação de testemunha e fraude processual conforme a denúncia da Polícia Civil. De acordo com o promotor do caso Daniel, João Milton Salles, Cristiana Brittesparticipou da morte do jogador de futebol ao ser omissa no momento em que ele passou a ser espancado dentro do quarto do casal. Além disso, também é possível que Eduardo Purkote não seja denunciado pelo Ministério Público do Paraná.
O prazo de 5 dias para oferecimento da denúncia no caso envolvendo o jogador Daniel encerra na terça-feira (27), às 15 horas. Uma coletiva de imprensa será realizada no ato de entrega da formalização de denúncia à Justiça.

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