sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Relembre as novelas que fracassaram na Globo em audiência e/ou repercussão - PARTE 1


01. As Filhas da Mãe (2001): foi no mês de agosto deste mesmo ano que Sílvio de Abreu resolveu escrever, após nove anos, mais uma novela no horário das sete. As Filhas da Mãe (abreviação de A Incrível Batalha das Filhas da Mãe no Jardim do Éden) não agradou nem um pouco os telespectadores, mesmo tendo atores de peso no elenco, como Fernanda Montenegro, Tony Ramos, Cláudia Raia, Yoná Magalhães, Raul Cortez, Cláudia Ohana, Andréa Beltrão, Francisco Cuoco, Cláudia Jimenez, Nelson Xavier entre outros.

Sílvio de Abreu em 2001 junto com o elenco de 'As Filhas da Mãe'
A novela teve como personagens principais as filhas da diretora de arte Lulu de Luxemburgo (Fernanda Montenegro) - Tatiana (Andréa Beltrão), Alessandra (Bete Coelho) e Ramona (Cláudia Raia), que disputavam a propriedade do resort Jardim do Éden, que era do pai delas, Fausto Cavalcante (Francisco Cuoco), até ele sumir. No decorrer da novela, irão tentar descobrir o que aconteceu com ele de fato.
Amargou muito durante esse tempo que esteve no ar, pois obteve apenas 28 pontos de média geral na grande São Paulo, e a meta da Rede Globo era de 35 às sete da noite (entre 1996 e 2007), e foi por isso que Sílvio de Abreu havia optado por reduzir e alterar a trama num total de 125 capítulos.



02. Negócio da China (2008): não fora nessa vez que Miguel teria um bom ou razoável desempenho como aconteceu três anos antes com A Lua me Disse (2005). E foi com 'Negócio da China' que o autor Miguel Falabella sofreu pra caraio até os últimos capítulos. Ela obteve uma média geral de apenas 20 pontos, cinco abaixo da meta estipulada pela Globo que era de 25 (entre 2007 e 2014).
Era a terceira novela da atriz Grazi Massafera (e a primeira como protagonista), e contou também com Bruna Marquezine, Fábio Assunção, Luciana Braga, Nathália do Valle, Cláudia Jimenez, Herson Capri, Oscar Magrini, Vera Zimmermann, Eike Duarte, Bia Nunnes, Ney Latorraca, Ricardo Pereira, Dudu Pelizzari, Thiago Fragoso, Juliana Didone entre outros.

Fábio Assunção e Grazi Massafera foram par romântico em 'Negócio da China'
No início da trama, Liu (Jui Huang) rouba um bilhão de dólares de um cassino na China e passa a ficar na mira da máfia chinesa. Ele foge de Hong Kong e aterriza em Lisboa, e no aeroporto conhece os portugueses Aurora (Maria Vieira) e João (Ricardo Pereira), mãe e filho, que planejaram viajar para o Brasil, e foi na bolsa dela que Liu escondeu um pen drive com todas as informações sobre o roubo.

Jui Huang
Ricardo Pereira
Bruna Marquezine
Teve uma temática interessante, começou bem, mas mesmo assim entrou para a lista de fracassos. Negócio da China teve cenas filmadas em três cidades além do Rio de Janeiro: Hong Kong (China), Lisboa (Portugal). O capítulo que obteve mais audiência foi o primeiro, 30 pontos, mas logo depois caiu.



03. Meu Pedacinho de Chão (2014): foi o maior fiasco do horário das seis e o segundo de Benedito Ruy Barbosa, com apenas 18 pontos de média geral, 7 abaixo da meta. A novela durou menos de três meses no ar (justamente por conta dessa sofrência), e se passou na Vila de Santa Fé, onde chegava a professora Juliana (Bruna Linzmeyer), que se deparou com um povo refém dos mandos e desmandos do coronel Epaminondas (Osmar Prado).
Juliana já tinha três pretendentes na área: o peão Zelão (Irandhir Santos), o agrônomo Ferdinando (Johnny Massaro) e o doutor Renato (Bruno Fagundes), sendo este o homem que conquistou o coração da moça.

Bruna Linzmeyer foi a professora Juliana em 'Meu Pedacinho de Chão'
Trama boa, bem bolada, mas muito fantasiosa por conta do cenário e da caracterização do elenco, talvez sendo até estes alguns dos pontos que a levaram ao naufrágio total. Além do mais, a classe evangélica acusou a Globo de fazer referência à Umbanda pela vestimenta dos personagens, o nome do lugar onde se passa a novela e o de alguns personagens como Epaminondas e Serelepe (Tomás Sampaio).


04. Tempos Modernos (2010): tem o mesmo título do filme lançado por Charlie Chaplin nos anos 1940, mas o assunto é outro, e foi flop. Foi escrita por Bosco Brasil, que também foi colaborador e co-autor de novelas de sucesso como Anjo Mau (1997), Torre de Babel (1998) e Coração de Estudante (2002), mas como autor solo não foi bem sucedido. A novela não foi bem na primeira semana (25 pontos) e nas outras só foi piorando, até chegar ao último capítulo em 16 de julho, obtendo média geral de 24 pontos, sete a menos que sua antecessora, Caras & Bocas. Entre 2007 e 2014, a meta do horário das sete era 30 pontos.

O tema principal - bom, embora tivesse flopado - era a relação do homem com as máquinas (se bem que é até parecido com o do filme), e um dos principais personagens foi o empresário Leal Cordeiro (Antônio Fagundes), de origem humilde, que planejava construir um imenso prédio em São Paulo. Ele administrava um edifício conhecido como Titã, o maior da cidade de São Paulo, que além de ter residências, inclui lojas e uma maternidade que estava para ser construída. Além disso, o prédio era controlado pelo computador Frank, uma espécie de síndico nas residências que interagia todos os dias com os moradores, e só o Leal tinha acesso à sua sala de controle.

Leal e suas três filhas, Nelinha, Goretti e Regeane
Para que o seu novo prédio, o Titã II, fosse erguido, Leal tinha que enfrentar uma antiga paixão sua, Hélia Pimenta (Eliane Giardini), que não mediria esforços para impedir a construção.
No elenco tinha gente boa e que atuava bem, tipo a Fernanda Vasconcellos, Thiago Rodrigues, Vivianne Pasmanter, Guilherme Weber (o eterno Toni de Da Cor do Pecado), Priscila Fantin, Alessandra Maestrini (a Bozena de 'Toma Lá, Da Cá'), Débora Duarte, Ricardo Blat entre outros.
Poderia dar certo, mas não deu, e é só.

Parte do elenco de Tempos Modernos


05. O Beijo do Vampiro (2002): quando essa novela foi ao ar, ninguém imaginava que ela fracassaria, ainda mais por ser escrita por Antônio Calmon, dono de hits como Top Model (1989), Cara & Coroa (1995) e Corpo Dourado (1998), grandes sucessos do horário das sete. Parecia até que ele queria reviver a época de Vamp (1991), segunda novela de Antônio que também fez sucesso. E esse revival deu totalmente errado! Uma pena que o autor não pôde Começar de Novo a sinopse enquanto era tempo, e nos oito meses em que esteve no ar, ele pôde sentir pela primeira vez o gosto do fracasso, pois conseguiu apenas 28 pontos de média geral.

Tarcísio Meira e Cláudia Raia foram casados na vida real
No século XII, o vampiro Bóris Vladescu (Tarcísio Meira) nutriu uma paixão imensa pela princesa Cecília (Flávia Alessandra), que estava prestes a se casar com o Conde Rogério (Thiago Lacerda). Enfurecido com o amor de ambos, Bóris joga o Conde Rogério do alto de um castelo (onde se passava a primeira fase), e Cecília comete suicídio em nome do amado.
Oitocentos anos depois, em Maramores, Bóris teve um filho (Zeca - Kayky Brito) com uma inglesa que morre no parto, e para protegê-lo de sua esposa, a ciumenta Mina d'Montmartre (Cláudia Raia), trocou-o por outro recém-nascido, que no caso é o filho de Lívia (a reencarnação da princesa Cecília) e Beto (a reencarnação de Rogério). Assim, Zeca vivia como um menino normal até os 13 anos, quando seu lado vampiresco começava a surgir, e o filho biológico de Lívia e Beto, Renato, crescia num orfanato.
O objetivo de Bóris era voltar para Maramores e buscar Zeca, ou então a raça dos vampiros acabaria por sua causa. Ao mesmo tempo, depois da morte de Beto em um acidente aéreo, começa uma batalha pelo coração de Lívia entre Bóris, o promotor Augusto (Marco Ricca) e o arquiteto Rodrigo (Alexandre Borges).


Embora a novela não tivesse conseguido uma média razoável, foi constatado que boa parte dos 28% da audiência que a novela teve foi composta por crianças e adolescentes de 4 a 17 anos.
Outra parte boa foi a trilha sonora, com músicas de sucesso no Brasil e no exterior, como 'Pelos Ares' (Adriana Calcanhotto), 'Eu Sei Que Vou Te Amar' (Alcione), 'Insomnia' (Faithless), 'A Thousand Miles' (Vanessa Carlton) - tema do filme As Branquelas, 'Will I?' (Ian Van Dahl), 'Superstylin' (Groove Armada), 'Extraños Nada Mas (Strangers In The Night)' (Julio Iglesias), 'Fool' (Shakira), 'Isso' (Titãs), 'Asas' (Maskavo) entre outros.


06. Babilônia (2015): nem as crianças quiseram assistir essa produção, e muito menos os atores de peso salvaram a trama. A novela das nove escrita por Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga conseguiu míseros 25 pontos de audiência (10 pontos abaixo da meta estipulada pela Rede Globo desde a estréia de Império)!

Glória Pires e Adriana Esteves no último capítulo de Babilônia
Babilônia, na primeira fase (2005), mostra a arquiteta de sucesso Beatriz (Glória Pires), que gastava mais do que podia. Esbanjou a fortuna de seu pai, e a de seu marido estava perto de acabar, então, para não ficar na miséria, recorreu aos jornais e revistas para encontrar o próximo trouxa que iria sustentá-la. Eis que surgiu o engenheiro rico e viúvo Evandro Rangel (Cássio Gabus Mendes). Beatriz então se fez de amiga da recém-falecida esposa dele, Marta, vítima de câncer, e conseguiu fisgá-lo.


Essa fase mostrou também a advogada falida Inês (Adriana Esteves), que só vivia contendo despesas, ainda mais por causa do desemprego de seu marido, o engenheiro Homero (Tuca Andrada). Os dois tiveram uma filha, Alice (Sophie Charlotte).


Todos moravam na Índia, mas com a morte de Homero, Alice e Inês tiveram que retornar ao país, indo morar em um pequeno apartamento no Leme, de frente para o Morro da Babilônia, onde mora o motorista de Evandro, Cristóvão (Val Perré), que tinha uma esposa, Dora (Virgínia Rosa) e dois filhos, Diogo (Thiago Martins), e Regina (Camila Pitanga). Cristóvão, nos capítulos iniciais, morre assassinado, e Regina passa o restante da novela lutando por justiça e pela descoberta da identidade do assassino, que é Beatriz.


Durante quase toda a novela, foi uma acusando e brigando com a outra, uma arquitetando tramas para pôr a outra em situação difícil, uma querendo ser melhor que a outra, mas no final, as duas morreram juntas após o carro em que ambas estavam cair no precipício.
Babilônia foi fiasco em todo o país! No Painel Nacional de Televisão ela conseguiu 26 pontos de média geral, ao contrário de suas duas sucessoras, A Regra do Jogo e Velho Chico, que fracassaram em São Paulo, com 28 e 29 pontos respectivamente, porém, no PNT conseguiram 31 razoáveis pontos. Foi uma injustiça? Foi. Mas, pelo menos, pra quem quiser rever, é só pagar o Globo Play que todos os capítulos estão lá no site.


07. Em Família (2014): foi a única novela de Maneco fadada ao fiasco, com 30 pontos de média geral, tanto em São Paulo quanto no PNT, 10 pontos abaixo da meta estipulada pela emissora desde 2007, com a estréia de Paraíso Tropical, até o fim desta obra. Um dos fatores que colaborou para tal resultado foi a mal escalação do elenco. Júlia Lemmertz, a última Helena do autor, era filha de Nathália do Vale, a Chica, e elas tinham na época 50 e 60 anos, respectivamente. Esse mesmo papel de mãe e filho também não combinou com Ana Beatriz Nogueira, a Selma (irmã de Chica), e Gabriel Braga Nunes, o Laerte (o amor de Helena), pois ela tinha 46 anos, e ele 41/42.

Júlia Lemmertz e Nathália do Vale
Ana Beatriz Nogueira e Gabriel Braga Nunes
Helena e Laerte eram primos, mas mesmo assim, entre os dois, rolou uma séria história de amor com mais baixos do que altos. Além dos pais de cada um não apoiarem o relacionamento (com razão, até porque eles são parentes), ele era controlador, possessivo e ciumento. Tinha embates frequentes com Virgílio (Humberto Martins), que era amigo de Helena, mas queria ser mais que um amigo. Em um desses embates, Laerte quase acaba com a vida de Virgílio e é preso logo no dia de seu casamento com Helena.
Ela iria ter um filho do primo, mas sofreu um aborto espontâneo e ficou ao lado de Virgílio depois. Em seguida, passam-se 20 anos, e todos se reencontram.
Também teve no elenco Maria Eduarda de Carvalho, Erika Januza, Reynaldo Ghianechini, Helena Ranaldi, Vivianne Pasmanter, Polliana Aleixo, Vanessa Gerbelli, Giovanna Antonelli, Marcello Melo Jr entre outros.


08. Três Irmãs (2008): outra novela de Antônio Calmon que não deu tão certo assim, né? Teve média geral de 24 pontos, seis abaixo da meta, e as atrizes Cláudia Abreu, Giovanna Antonelli e Carolina Dieckmann como as protagonistas-título Dora, Alma e Suzana.

Ana Rosa com Carolina Dieckmann, Cláudia Abreu e Giovanna Antonelli em cena de Três Irmãs
Contou com a presença de Vera Holtz, como Violeta (sogra de Dora - a grande vilã); Victor Novello, como Marquinho (filho de Dora); Marcos Palmeira, como o médico Bento (um dos relacionamentos de Dora); Thavyne Ferrari, como Rafinha (filha de Bento); Dudu Azevedo (Xande - admirador de Suzana); Paulo Vilhena, como o surfista Eros; Regina Duarte, como Waldete com W, uma misteriosa visitante de Caramimim, onde se passava a trama; Aílton Graça, o pescador Jacaré; Solange Couto, como Janaína, dona de pousada; Marcos Caruso como o médico Alcides (marido de Violeta) entre outros.
Desde o fim de Na Forma da Lei, seriado de 2010, Antônio Calmon se encontra na geladeira da Globo.



09. Bang Bang (2005): Mario Prata levou ao ar a novela Bang Bang, com tema de faroeste americano (inovador, pois nenhum autor tivera escrito antes uma novela de época sobre os Estados Unidos), e ainda assim foi mais uma que entrou no rol das fracassadas, com exatos 27.58 pontos de média geral (saca só o feels). Parece que Mario Prata não teve a mesma sorte de 29 anos antes, quando escreveu Estúpido Cupido.

Triângulo amoroso de Bang Bang
A trama de passava em 1880 no velho oeste dos Estados Unidos, e era focada no personagem Ben Silver (Bruno Garcia), que perdeu seus pais assassinados aos oito anos à mando do grande vilão Paul Bullock (Mauro Mendonça), e queria se vingar.
No elenco ainda estavam Fernanda Lima (Diana - filha de Paul), Carol Castro (Mercedita - admiradora de Ben), Giulia Gam (Vegas Locomotiv - empresária), Rodrigo Lombardi (Mister Zoltar - mágico italiano), Guilherme Berenguer (Neon - filho de Paul), Daniele Suzuki (Yoko Bell - gueixa japonesa), Thalma de Freitas (Baiana - a única brasileira no velho oeste), Evandro Mesquita (Henaide/Billy The Kid - bandido foragido disfarçado de mulher), Kadu Moliterno (Denaide/Jesse James - bandido foragido disfarçado de mulher), Ricardo Tozzi (Harold - médico), Aline Moraes (Penny - namorado de Neon) entre outros.



10. Geração Brasil (2014): pensaram que Bang Bang tivesse sido o maior fracasso do horário das sete? Pois se enganaram. Foi a última novela desse horário com a meta de 30 pontos estipulada pela Globo, e também a última que fiascou, conseguindo somente 19 pontos de média geral (-11 pontos) na grande São Paulo, e 22 no PNT. Dessa vez, a dupla Filipe Miguez e Isabel de Oliveira não se deu muito bem, diferente de quando escreveram Cheias de Charme (no mesmo horário, em 2012, uma das melhores que já se viu). Dessa Geração Brasil, parece que só se pode elogiar mesmo a abertura (da hora!), porque o telespectador torceu bastante o nariz pro enredo.


Filipe e Isabel apresentaram como tema da novela o mundo tecnológico. Um dos personagens principais era Jonas Marra (Murilo Benício), diretor executivo da empresa de tecnologia Marra Corporation, uma das mais referentes no mundo inteiro, e mais famosa ainda após o casamento de Jonas com a norte-americana Pâmela Parker (Cláudia Abreu), herdeira da emissora de TV Parker Television. Tudo era um mar de rosas até a chegada da família Marra ao Brasil, onde Jonas conheceu a jornalista Verônica Monteiro (Taís Araújo) e se apaixonou por ela.

Parte do elenco de Geração Brasil
Outros personagens principais de Geração Brasil foram o hacker Davi Reis (Humberto Carrão), a filha de Pâmela, Megan Lily Parker (Isabelle Drummond), a engenheira Manuela Yanes (Chandelly Braz), o fundador da ONG Plugar e vilão da trama Herval Domingues (Ricardo Tozzi), a transexual Dorothy Benson (Luiz Miranda) e seu filho Brian Benson (Lázaro Ramos), o empresário e dono da Parker Television Jack Parker (Luiz Carlos Miele) e Gláucia Pacheco Marra (Renata Sorrah), a mãe de Jonas.

#BackTo1990s - Relembre a novela 'Perigosas Peruas' (1992), de Carlos Lombardi


Título: Perigosas Peruas
Autoria: Carlos Lombardi
Colaborador(es): Maurício Arruda
Horário: 19h20
Estréia: 10 de fevereiro de 1992
Término: 29 de agosto de 1992
Capítulos: 173
Direção: Roberto Talma, Jodele Larcher e Flávio Colatrello
Direção Geral: Roberto Talma


Foi no dia 10 de fevereiro de 1992 a estréia da novela Perigosas Peruas. Exibida no horário das sete, foi escrita por Carlos Lombardi, que já tinha em seu currículo os sucessos Vereda Tropical (1984) e Bebê a Bordo (1988).
Foi mais um autor de sucesso que a Rede Globo já teve, pois após Perigosas Peruas, Carlos veio a escrever as novelas Quatro Por Quatro (1994), Uga Uga (2000) e Kubanacan (2003), e a minissérie O Quinto dos Infernos (2001). Porém, como quase todos os escritores, ele também teve seus altos e baixos, pois em 1996, escreveu e lançou as novelas Vira-Lata (1996) e Pé na Jaca (2006). Nenhuma das duas conseguiu chegar perto das metas estabelecidas pela emissora, que eram de 40 (até 1996) e 35 pontos (até 2007), respectivamente.

Sílvia Pfeifer, Mário Gomes e Vera Fischer em 'Perigosas Peruas'
A missão que Perigosas Peruas tinha era contar a dificuldade que a mulher tinha no dia a dia de conciliar seu trabalho na própria casa e na rua.

Elenco


Teve como protagonistas Vera Fischer e Sílvia Pfeifer, intérpretes, respectivamente, da dona de casa Cidinha, e da colunista Leda Vallenari. Conta ainda com Mário Gomes como Antônio Belotto, também conhecido como Belo (marido de Cidinha); Alexandre Frota como Jaú; Nair Belo como Dona Gema (mãe de Belo); Nathália Lage como Tuca (a filha de criação de Cidinha e biologicamente de Leda); Guilherme Karan como Hector Torremolinos; Beth Goulart, a esposa de Hector, Diana; Gerson Brenner, o policial Giovanni Barbieri; Flávio Migliaccio, o delegado e pai de Cidinha, Venâncio; Rosita Thomaz Lopes, como Valquíria, a governanta da casa de Leda entre outros.
Foi a única vez que o escritor e autor de novelas Cassiano Gabus Mendes virou ator. Nessa novela, interpretou o mafioso Franco Torremolinos.

Natália Lage, Igor Logullo e Adriana Tausz como Tuca, Tonico e Zazá, filhos de Cidinha e Belo
Perigosas Peruas foi a segunda novela de Sílvia Pfeifer, que estreou na minissérie Boca do Lixo (1990), e em seguida, foi escalada para viver a vilã Isadora Venturini em Meu Bem, Meu Mal, do mesmo ano. Foi também a última de Alexandre Frota. O problemático ator está fora da Globo desde a 5ª temporada de Malhação, em 1999. À partir daí, integrou o elenco do reality show Casa dos Artistas (2001), da novela Marisol (2002), e de vários filmes pornográficos da Brasileirinhas.

Sílvia Pfeifer e Reginaldo Faria em cena do primeiro trabalho da atriz, 'Boca do Lixo' (1990)
Atriz Sílvia Pfeifer fez par romântico com José Mayer em sua primeira novela, 'Meu Bem, Meu Mal' (1990)
Alexandre Frota e Sílvia Pfeifer se envolveram ficcionalmente na novela 'Perigosas Peruas'
À princípio, Vera seria cortada do elenco, pois deu muita dor de cabeça nos bastidores quando ainda estava começando a gravar a novela. Três atrizes foram convocadas para assumir a personagem Cidinha, porém, todas recusaram, e Vera reassumiu o papel com a promessa de ser mais comportada no estúdio, isto é, até o penúltimo capítulo. Ela não apareceu para gravar o término e não deu explicações, obrigando o autor a reescrever as cenas.

A CARA DE PREOCUPADA DE VERA FISCHER APÓS FALTAR AS GRAVAÇÕES DO ÚLTIMO CAPÍTULO
Enredo
Ambientada em São Paulo, a novela é focada em Cidinha (Vera Fischer) e Leda (Sílvia Pfeifer), antes amigas de infância, e depois rivais. As duas nasceram no mesmo dia, estudaram na mesma escola, e por fim, frequentaram a mesma universidade, passando a trilhar caminhos diferentes. Leda passou a se dedicar mais à sua profissão, enquanto Cidinha nunca trabalhou por estar dedicada ao marido e aos filhos

Cidinha e Leda quando eram jovens
Leda morava em São Francisco, nos Estados Unidos, mas voltou à São Paulo para disputar o amor de Belo (Antônio Belotto - personagem de Mário Gomes) e de sua filha adolescente, Tuca (Andrea Falcão Belotto - personagem de Natália Lage), criada por Cidinha como se fosse dela, já que, no passado, Belo trocou os bebês que ambas tiveram, também no mesmo dia, com a mesma pessoa (o próprio Belo), sem que elas soubessem, pois o de Cidinha nasceu morto.

Sílvia Pfeifer, Vera Fischer e Mário Gomes em 'Perigosas Peruas'
Vera Fischer, Mário Gomes, Nathália Lage e Adriana Tausz em cena da novela
Belo dizia à Cidinha que trabalhava com negócios de importação e exportação da família Torremolinos, chefiada por Franco Torremolinos (Cássio Gabus Mendes), mas levava uma vida dupla. A verdade é que ele estava envolvido em assuntos relacionados à uma máfia, controlada pelo Franco e também pelo seu primo, Branco (José Lewgoy). Quem também estava envolvido nessa treta eram o delegado Venâncio (Flávio Migliaccio) e os policiais Giovanni (Gerson Brener), Paulinho Pamonha (Tato Gabus Mendes) e Joana (Fabiana Scaranzi).

Flávio Migliaccio em 'Perigosas Peruas'
A policial Joana (Fabiana Scaranzi) ao lado do casal cômico Téio (Rômulo Arantes) e Téia (Bianca Byington) nos bastidores de 'Perigosas Peruas'
Guilherme Karan foi o golpista Hector, filho de Franco em 'Perigosas Peruas'
Audiência e uma possível reprise


Perigosas Peruas acabou em 28 de agosto de 1992, totalizando 173 capítulos e 41 pontos de média geral na grande São Paulo, substituída por outra novela de sucesso, Deus Nos Acuda, de Sílvio de Abreu. Ela quase voltaria no Vale A Pena Ver de Novo nove anos depois da estréia, mas foi considerada "velha demais", e a emissora levou ao ar a re-reprise do fenômeno A Gata Comeu, exibida sete anos antes de Perigosas Peruas (SETE ANOS!).

Matéria de revista sobre a novela





Trilha Sonora
Os atores Alexandre Frota e Mário Gomes foram capa das trilhas nacional e internacional, respectivamente. Na primeira, estão presentes os sucessos "Coisas da Paixão" (Emílio Santiago), "Eu Não Sei Dançar" (Marina Lima), "Será" (Simone) - regravação do sucesso homônimo da banda Legião Urbana, "Sábado", dos Paralamas do Sucesso, e a música de abertura cantada pelas Frenéticas, "Perigosas Peruas".


01. "Perigosas Peruas" - Frenéticas
02. "Eu Não Sei Dançar" - Marina
03. "Sábado" - Os Paralamas do Sucesso
04. "Será" - Simone
05. "Tô Indo Embora" - Sandra de Sá
06. "Coisas da Paixão" - Emílio Santiago
07. "Torremolinos" - Nova Era
08. "Eu Te Amo (And I Love Her)" - Zezé Di Camargo & Luciano
09. "Situação Mágica" - instrumental
10. "Fêmea" - Fábio Jr.
11. "Glória" - Sílvia Patrícia
12. "Sentado À Beira Do Caminho" - Erasmo Carlos
13. "Profissional da Noite" - Rômulo Arantes
14. "Baila Baila Manuela" - Espírito Cigano
15. "Saga" - Nova Era
16. "Esse Mundo" - Vange Leonel
17. "Ritmo Quente" - instrumental


Na segunda, muito elogiada, teve "Get Ready For This" (2 Unlimited), "Spending My Time" (Roxette), "Give It Away" (Red Hot Chilly Peppers) - 'guivi bru ei, guivi bru ei, guivi bru ei nau'"I'm Too Sexy" (Right Said Fried), "All Together Now" (The Farm), "Milonga" (Julio Iglesias), "Tears In Heaven" (Eric Clapton), "Slipping Away" (Information Society) e "Change" (Lisa Stansfield).


01. "All Together Now" - The Farm
02. "Spending My Time" - Roxette
03. "I'm Too Sexy" - Right Said Fred
04. "Senza Una Donna (Without a Woman)" - Zucchero com Paul Young
05. "Change" - Lisa Stansfield
06. "I Just Wanna Have You" - Megabeat
07. "Give It Away" - Red Hot Chili Peppers
08. "Milonga" - Julio Iglesias
09. "Slipping Away" - Information Society
10. "Get Ready for This" - 2 Unlimited
11. "Tears In Heaven" - Eric Clapton
12. "Hold On My Heart" - Genesis
13. "Just You And Me" - Garry Thorts
14. "Innocence" - Deborah Blando

David Guetta lança clipe da música gravada com Martin Garrix e Brooks


Correio Braziliense - Like I do é o novo single que promete agitar os fãs de música eletrônica. Fruto de uma parceria entre os DJs David Guetta e Martin Garrix com o cantor Brooks, o som é uma mistura de house progressive e pop combinado com vocais.
O clipe da música foi divulgada pelo canal do David Guetta no YouTube, porém, partes da faixas já haviam sido tocada durante os tracks dos DJs em shows e já tinha sido reproduzida em primeira mão há alguns meses em Goa, na Índia, por Martin Garrix.


Em nota, os DJs David Guetta e Martin Garrix expressaram a felicidade em lançar um novo som novamente - em novembro de 2017 os produtores lançaram juntos a faixa So far away.
“Quando chegamos ao estúdio, já estávamos trabalhando em várias faixas. Depois de vermos a ótima resposta em So far away, pensamos que bacana, vamos lançar outra faixa juntos de imediato”, revelou Guetta.
Já Martin Garix, elogiou o amigo e companheiro de trabalho de David Guetta.
“David é uma lenda. Eu tenho muito respeito por ele como artista e estou muito feliz de podermos lançar outra faixa junto, mas agora com o Brooks, com quem já trabalhei antes. Eu acho que ele é um dos produtores mais talentosos lá fora.”

Novas parcerias
Essa é a segunda música que David Guetta lança em parceria com outro músico em menos de um mês. A primeira foi o som Mad love com Sean Paul e Becky G.

Mara Maravilha falta no Fofocalizando; saiba o motivo


Observatório de Televisão - A edição desta sexta-feira (23) do Fofocalizando foi comandada por Leão Lobo, Mamma Bruschetta, Décio Piccinini, Leo Dias e Lívia Andrade, sem a presença de Mara Maravilha, que no próximo dia 6 de março irá completar 50 anos.


Décio revelou que a famosa resolveu procurar um médico por causa de dores nas costas, e que por isso não estava na atração. Em outras ocasiões, Mara e Lívia surgiram no vespertino com ele já no ar, pois estavam gravando o Jogo dos Pontinhos, do Programa Silvio Santos.


Recentemente, a colunista Keila Jimenez divulgou que a morena e Andrade estão se estranhando nos bastidores e que a direção do programa luta para evitar que a situação saia do controle e possa terminar em agressão.

Menção a Temer supera Lula e Bolsonaro nas redes sociais

A intervenção federal no Rio de Janeiro fez com que as menções ao presidente Michel Temer nas redes sociais dominassem a discussão sobre segurança pública na última semana, mostra levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Com o protagonismo de Temer, o presidente superou o volume de menções no Twitter em comparação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Enquanto Temer foi citado 439.634 vezes de 15 a 21 de fevereiro, Lula recebeu 330.949 menções e Bolsonaro, 289.737.
Na associação específica sobre segurança pública, Temer teve 123 685 menções a seu nome no período, enquanto Bolsonaro, que geralmente ocupa o protagonismo do tema, recebeu 57.191 citações, menos da metade em relação ao presidente.


A medida no Rio, destaca o relatório, fez aumentar também as discussões sobre uma possível candidatura do presidente. O tema eleições associado ao emedebista recebeu 145.706 interações no período, bem à frente de Lula (74.686) e Bolsonaro (74.116).
"O protagonismo de Temer fez com que o presidente superasse o volume de menções ao ex-presidente Lula e a Bolsonaro nas redes sociais ao longo da semana, apresentando-se em destaque entre os atores da corrida eleitoral de outubro", diz o relatório. "O decreto recoloca Michel Temer no cenário eleitoral com pauta antes dominada por Jair Bolsonaro."
Já no Facebook, ao contrário do que se verificou no Twitter, Temer apresenta desempenho discreto. "Vale observar que a pauta de intervenção federal na segurança do Rio tem sido extensivamente divulgada por diferentes personagens e setores do governo federal, até mesmo em propagandas, mas Temer pouco usa a página pessoal para repercuti-la, e são poucos os perfis que interagem diretamente com o perfil político de Temer, e não institucional", diz o estudo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Estadão Conteúdo

Anitta chora após cantar em premiação nos EUA: 'Disseram que não conseguiria'


Diário de Pernambuco - Anitta se apresentou na premiação Premio Lo Nuestro, em Miami, nos Estados Unidos, na noite desta quinta-feira (22). Ela cantou as músicas Downtown e Machika ao lado de J Balvin, colombiano que tem sido um personagem importante na escalada internacional da brasileira. Em vídeos gravados no stories do Instagram, a cantora chorou ao revelar que aquele foi o "melhor dia de sua vida".
"Quero agradecer tanto ao Balvin, ao público latino que me recebeu tão bem e ao meu país, obrigada Brasil. Obrigado a todos. Esse é um dos dias mais felizes da minha vida. Estou chorando, mas estou muito feliz. Muita gente disse que eu não ia conseguir e agora estou cantando para tanta gente aqui, todos cantando minha canção", disse, em espanhol. A carioca repetiu as frases em inglês e em português.
"Cheguei aqui e ver todo mundo sabendo quem eu era, qual era a minha música, falando em português comigo, aprendendo português, falando de Brasil comigo, pesquisando de Brasil por causa de mim. Esse é melhor dia da minha vida", reiterou. Após ao Premio Lo Nuestro, a cantora fez um show na boate Liv Miami, em uma festa voltada para o público latino. Durante a semana ela cumpriu uma agenda apertada na cidade, incluindo entrevistas na TV e no rádio, campanha publicitária e gravações em estúdio.