domingo, 30 de setembro de 2018

Por falha de segurança, Facebook pode ser multado em até US$ 1,63 bi na Europa

Jornal do Brasil - A Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC, na sigla em inglês) poderia multar o Facebook em até US$ 1,63 bilhão se reguladores da União Europeia constatarem que a empresa violou a nova e estrita legislação de privacidade digital do bloco ao permitir uma falha de segurança anunciada pela própria plataforma na sexta-feira, pela qual hackers comprometeram as contas de mais de 50 milhões de usuários.
Ontem, o órgão europeu disse que requisitou mais informações à gigante tecnológica sobre a natureza e a escala da falha, incluindo quais residentes da UE podem ter sido afetados.


Em comunicado, o regulador afirma que está "preocupado com o fato de que essa falha foi descoberta na terça-feira e afeta muitos milhões de usuários, mas o Facebook é incapaz de esclarecer a natureza da falha e o risco para usuários".
Hoje, uma porta-voz do Facebook ressaltou que a empresa responderá às questões da DPC irlandesa e manterá reguladores atualizados sobre demais desdobramentos. O executivo-chefe da giant tech, Mark Zuckerberg, disse na sexta-feira que a rede social estava levando a falha "muito a sério" e ainda estava tentando determinar muitos detalhes em torno do escopo e do impacto do incidente. (Dow Jones Newswires)

'Haddad poupa o Bolsonaro', afirma Alckmin

Jornal do Brasil - O ex-governador Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência, disse neste domingo, 30, que o PT poupa o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, porque quer enfrentá-lo no segundo turno. "Tudo que o PT quer é ter o candidato de maior rejeição no segundo turno. O PT poupa o Bolsonaro. Tudo que quer é ter ele no segundo turno", afirmou o tucano, após participar de agenda de campanha no Grajaú, na zona sul da capital paulista.
Alckmin também falou sobre os eventos contra Bolsonaro que reuniu manifestantes em várias capitais do País no sábado.
"Os atos mostram o sentimento do povo brasileiro, que não aceita intolerância. A discriminação contra as mulheres será fragorosamente derrotada."
Ele repetiu o mote que vem usando para pregar uma terceira via na disputa presidencial. "Sou daqueles que defendem #elenão, contra Bolsonaro, nem o outro", em um trocadilho sobre os dois rivais.

Conheçam a história de Lee Hyeon-seo, uma fugitiva da Coréia do Norte


Lee Hyeon-seo se libertou do cabresto que os habitantes da Coréia do Norte vivem desde o início da década de 1950. A advogada, que tem 37 anos e reside na Coréia vizinha, fugiu do país mais controlado do mundo em 1995, aos treze, e até pouco antes dali, acreditava que o seu país era o melhor do mundo todo, mesmo sem ter liberdade de expressão.
A advogada tem como clientes outros refugiados e ajuda parentes próximos à abandonarem a Coréia do Norte. No relato abaixo, de 2013, feito durante palestra na Conferência de Tecnologia, Entretenimento e Design (TED), Lee relata os obstáculos que enfrentou para se estabelecer fora da Coréia do Norte e tirar sua família de lá. Leiam:

Lee Hyeon-seo
"Quando eu era pequena, achava que meu país era o melhor do mundo. Cresci cantando uma canção chamada "Nada a Invejar" e eu tinha muito orgulho. Na escola, passávamos muito tempo estudando a história de Kim II-Sung, mas nunca ouvíamos falar muito do mundo lá fora, exceto que os EUA, a Coréia do Sul e o Japão eram inimigos. Embora eu muitas vezes tivesse curiosidade a respeito do mundo externo eu achava que passaria minha vida inteira na Coréia do Norte, até que tudo mudou de repente.
Quando tinha sete anos, vi pela primeira vez uma execução pública, mas eu achava que a minha vida na Coreia do Norte era normal. Minha família não era pobre, e eu, particularmente, nunca tivera a experiência de passar fome.
Mas um dia, em 1995, minha mãe chegou em casa com uma carta da irmã de um colega de trabalho. Dizia assim, "Quando você ler isso, todos os cinco membros da família não existirão mais neste mundo, porque nós não comemos faz duas semanas. Estamos deitados juntos no chão, e nossos corpos estão tão fracos, que estamos prontos para morrer."
Fiquei muito chocada. Esta foi a primeira vez que fiquei sabendo que pessoas no meu país estavam sofrendo. Pouco tempo depois, quando eu passava por uma estação de trem, vi algo terrível que não consigo apagar da minha memória. Uma mulher sem vida estava deitada no chão, enquanto uma criança magra e faminta em seus braços olhava, desamparada, fixamente para o rosto da mãe. Mas ninguém os ajudava, porque todos estavam muito concentrados em cuidar de si mesmos e de suas famílias.
Uma vasta escassez de alimento atingiu a Coreia do Norte em meados da década de 1990. No fim das contas, mais de um milhão de norte-coreanos morreram durante o período de fome, e muitos só sobreviveram comendo capim, insetos e cascas de árvores. Interrupções no fornecimento de energia elétrica também se tornaram cada vez mais frequentes, então tudo ao meu redor era completamente escuro à noite exceto pelo mar de luzes na China, logo do outro lado do rio perto da minha casa. Sempre me perguntei por que eles tinham luz e nós não. Esta é uma foto de satélite, mostrando a Coreia do Norte à noite, comparada com os países vizinhos.
Este é o rio Amrok, que delimita parte da fronteira entre a Coreia do Norte e a China. Como vocês podem ver, o rio é bem estreito em determinados locais, o que permite que norte-coreanos secretamente atravessem para o outro lado. Mas muitos morrem. Às vezes eu via corpos boiando rio abaixo. Não posso revelar muitos detalhes sobre como saí da Coréia do Norte, mas só posso dizer que, durante os anos difíceis de escassez eu fui mandada para a China para morar com parentes distantes. Mas eu achei que só ficaria separada da minha família por pouco tempo. Nunca poderia imaginar que levaríamos quatorze anos até voltarmos a viver juntos.
Na China, era difícil viver sendo uma jovem garota, sem minha família. Eu não fazia ideia de como seria a vida como uma refugiada norte-coreana, mas logo descobri que isso não é apenas extremamente difícil, é também muito perigoso, já que refugiados norte-coreanos são considerados, na China, como imigrantes ilegais. Por isso eu vivia constantemente com medo de que minha identidade fosse descoberta, e de que eu fosse repatriada e tivesse um destino terrível de volta à Coreia do Norte.
Um dia, meu pior pesadelo tornou-se real, quando fui pega pela polícia chinesa e levada à delegacia de polícia para ser interrogada. Alguém havia denunciado que eu era norte-coreana, então eles testaram minha habilidade com a língua chinesa e me fizeram um monte de perguntas. Eu estava com tanto medo, que achei que meu coração fosse explodir. Se qualquer coisa parecesse artificial, eu poderia ser presa e repatriada. Eu achei que minha vida tinha acabado, mas consegui controlar todas as emoções dentro de mim e responder às perguntas. Depois que eles terminaram de me fazer perguntas, um funcionário disse para o outro, "Foi uma falsa denúncia. Ela não é norte-coreana". E eles me deixaram ir. Foi um milagre.

Alguns norte-coreanos na China buscam asilo em embaixadas estrangeiras, mas muitos geralmente são pegos pela polícia chinesa e repatriados. Estas garotas tiveram muita sorte. Mesmo tendo sido pegas, elas acabaram sendo liberadas após intensa pressão internacional. Estas norte-coreanas não tiveram tanta sorte. Todos os anos, inúmeros norte-coreanos são pegos na China e repatriados à Coreia do Norte, onde são torturados, presos ou executados em público.
Apesar de eu ter sido realmente feliz em conseguir escapar, muitos outros norte-coreanos não tiveram a mesma sorte. É dramático que norte-coreanos tenham que manter sua identidade em segredo e lutar tanto apenas para conseguir sobreviver. Mesmo após aprender uma nova língua e conseguir um emprego, suas vidas podem virar de cabeça para baixo num instante. É por esta razão que, após dez anos mantendo minha identidade em segredo, decidi correr o risco de ir para a Coreia do Sul, e comecei uma nova vida outra vez.
Estabelecer-me na Coreia do Sul foi muito mais desafiador do que eu esperava. A língua inglesa é tão importante na Coreia do Sul, que eu tive de começar a aprender minha terceira língua. Além disso, percebi que havia uma grande diferença entre o norte e o sul. Todos somos coreanos, mas internamente, nós nos tornamos muito diferentes devido a sessenta e sete anos de separação. Eu até passei por uma crise de identidade. Sou sul-coreana ou norte-coreana? De onde eu sou? Quem eu sou? De repente, não havia país algum que eu pudesse ter o orgulho de chamar de meu.
Apesar de não ter sido fácil adaptar-me à vida na Coreia do Sul, eu tracei um plano. Eu comecei a estudar para a prova de ingresso na universidade.
Quando estava começando a me acostumar com minha vida nova, recebi um telefonema chocante. As autoridades norte-coreanas interceptaram uma quantia em dinheiro que enviei para minha família e, como punição, minha família ia ser removida à força para um local ermo do interior do país. Eles tinham que fugir rapidamente, então comecei a pensar em uma maneira de ajudá-los a escapar.
Os norte-coreanos têm de viajar distâncias incríveis a caminho da liberdade. É quase impossível cruzar a fronteira entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, então, ironicamente, peguei um voo de volta para a China e fui em direção à fronteira com a Coreia do Norte. Já que minha família não sabia falar chinês, eu tinha que conduzi-los, de alguma forma, por mais de 3.200 quilômetros na China em direção ao sudeste da Ásia. A viagem de ônibus levou uma semana, e por diversas vezes quase fomos pegos. Uma vez, pararam nosso ônibus e um policial chinês entrou. Ele pegou a carteira de identidade de todos, e começou a fazer perguntas. Como minha família não entendia chinês, eu achei que minha família seria presa. Quando o policial chinês se aproximou de minha família, eu me levantei por impulso, e disse a ele que eles eram surdos-mudos, que estavam em minha companhia. Ele olhou para mim com desconfiança, mas felizmente acreditou em mim.
Nós conseguimos chegar até a fronteira com o Laos, mas tive de gastar quase todo o meu dinheiro para subornar os guardas da fronteira no Laos. Mas mesmo depois de termos atravessado a fronteira, minha família foi detida e presa por cruzar a fronteira ilegalmente. Depois que paguei multa e suborno, após um mês minha família foi liberada, mas logo em seguida, minha família foi detida e presa novamente na capital do Laos.
Este foi um dos piores momentos da minha vida. Eu fiz tudo para trazer minha família à liberdade, e chegamos tão perto, mas minha família foi lançada na prisão bem perto de chegar à embaixada da Coreia do Sul. Eu ia para lá e para cá, entre o escritório da imigração e a delegacia de polícia, tentando desesperadamente libertar minha família, mas eu não tinha dinheiro suficiente para subornar ou pagar mais multas. Perdi toda a esperança.
Naquele momento, ouvi a voz de um homem me perguntar, "O que foi que houve?"
Eu fiquei muito surpresa que alguém completamente desconhecido se importasse em perguntar. Em meu inglês ruim, e com um dicionário, eu expliquei a situação, e sem hesitar, o homem foi até o caixa eletrônico e pagou a quantia que faltava para que minha família e outros dois norte-coreanos saíssem da prisão.
Eu lhe agradeci de todo meu coração, e lhe perguntei, "Por que você está me ajudando?"
"Eu não estou te ajudando," ele disse. "Estou ajudando o povo da Coreia do Norte."
Eu percebi que este era um momento simbólico em minha vida. O gentil desconhecido simbolizava nova esperança para mim e para o povo da Coreia do Norte no momento em que mais precisamos, e ele me mostrou que a bondade de pessoas desconhecidas e o auxílio da comunidade internacional são verdadeiramente os raios de esperança que nós, o povo norte-coreano, precisamos.
Por fim, depois de nossa longa jornada, eu e minha família nos unimos novamente na Coreia do Sul, mas alcançar a liberdade é apenas metade da batalha. Muitos norte-coreanos são separados de suas famílias, e quando eles chegam em um novo país, eles começam com pouco ou nenhum dinheiro. Então podemos aproveitar o auxílio da comunidade internacional para educação, capacitação em língua inglesa, capacitação profissional, e mais. Podemos ainda atuar como ponte entre as pessoas dentro da Coreia do Norte e o resto do mundo, porque muitos de nós mantemos contato com familiares que ainda estão lá, e mandamos notícia e dinheiro, o que está ajudando a mudar a Coreia do Norte internamente.
Eu tive tanta sorte, recebi tanta ajuda e inspiração em minha vida, que eu quero ajudar a proporcionar aos desejosos norte-coreanos uma chance de progredir com ajuda internacional. Eu tenho certeza de que vocês verão cada vez mais norte-coreanos tendo êxito em todo o mundo, inclusive no palco do TED".

#SegundoSol - Agenor tocará fogo no restaurante de Cacau

Agenor passará dos limites e vingança custará caro para Cacau
Possesso por Cacau (Fabiula Nascimento) tê-lo demitido pela segunda vez do restaurante, Agenor (Roberto Bonfim) não deixará o caso ficar desse jeito. Nos próximos capítulos, ex-garçom machista vai destruir o estabelecimento na base do querosene quando estiver fechado. Cacau tentará apagar as chamas sozinha, mas não conseguirá. Em seguida, Nice irá até lá às pressas depois que for avisada por um funcionário.
Satisfeito com a destruição que causou, Agenor irá se vangloriar assim que a esposa chegar em casa. "A ira de Deus quando bate em quem faz por merecer vem forte! E aquela abusada da Dona Cacau mais que mereceu, foi bem feito!".
O jogo vai virar, e Agenor sairá de casa à força
Nice vai enfrentar mais uma vez o galo velho assim que der por falta de alguns galões que ele comprou e deixou na área de serviço. "Tinha seis galões desse aqui, cadê o resto? Usou em quê?", perguntará para Agenor, que responderá que deu os galões para um amigo. E a desculpa não vai colar. "Não suportou ver o meu sucesso, a minha felicidade de trabalhar no restaurante, não aguentou ter sido demitido por uma mulher, você foi pro fundo do poço da amargura e quis levar todo mundo junto com você", dirá Nice aos gritos.
O 'machão' vai querer partir pra porrada com Nice, mas Maura (Nanda Costa) vai interferir e colocar o elemento da porta de casa para fora. "Nem pense em relar a mão na minha mãe! Se não quer ir preso, só obedeça, vai! Saia daqui", ordenará a ex de Selma (Carol Fazu).
As informações foram obtidas pelo site Notícias da TV. As sequências estão previstas para irem ao ar nesta sexta-feira (05). Não percam Segundo Sol!

Eleições 2018: o que pensa Jair Bolsonaro, candidato do PSL


VEJA - Jair Bolsonaro pretende realizar um programa de privatizações, mas diz que só divulgará as estatais envolvidas em agosto, quando for lançado seu programa de governo. Sobre a Petrobras, disse a VEJA que o tema “entrou no seu radar”, mas que ainda não tem uma definição. A respeito dos bancos públicos, disse “estudar” a possibilidade.

Programas sociais
Antes crítico do Bolsa Família, agora defende a manutenção do programa “com auditoria”.

Previdência Social
Diz ser contra a proposta de reforma apresentada pelo governo, por ela ser “grande demais”. O pré-candidato do PSL afirmou que estuda a questão e cogita propor mudanças graduais nas aposentadorias, priorizando o combate à “fábrica de marajás”

Reforma Trabalhista
Votou a favor da proposta na Câmara dos Deputados. Em sabatinas e entrevistas, ele tem repetido o diz ouvir de empresários: que os trabalhadores brasileiros podem ter que escolher entre ter “menos empregos e mais direitos” ou o oposto.

Segurança Pública
Para combater a criminalidade, pretende promover o endurecimento de leis penais, fortalecer o policiamento e promover a revisão do Estatuto do Desarmamento.

Teto dos gastos públicos
Como deputado, votou a favor da PEC que congelou por 20 anos os gastos públicos.

Política econômica
“Guru” do candidato em economia, Paulo Guedes é a favor da manutenção do tripé macroeconômico (com regime de meta fiscal e de inflação, com câmbio flutuante) e defende a necessidade de uma simplificação tributária rumo a um imposto único federal.

Em novo disco, Ed Motta chega ao ponto de criação que procurou por 20 anos

Estadão - Antes do assunto, há que se considerar uma coragem em Ed Motta. Uma postura pela qual ele paga algum preço duas ou três vezes por ano, em geral quando a boca diz algo sem um contexto muito visível, mas que agora responde pelo principal traço que o tem feito escolher um caminho raro a um músico brasileiro que parece conhecer exatamente aquilo que não quer.
A frase que Ed diz aqui, e que vai contextualizar, é forte e atravessa a alma de quem o quer como representante da amálgama racial brasileira na Europa, símbolo da riqueza harmônica pós-bossa nova nos Estados Unidos, herdeiro do sangue soul deixado pelo tio Tim Maia. Esqueçam.


“Eu não me sinto um representante da música brasileira de jeito algum. Não é isso o que eu quero para mim.” E não é tudo. Se há sobreviventes na sala, ele tem o golpe de misericórdia. “Eu prefiro ser o imitador dos norte-americanos que sempre fui. O que tento fazer desde sempre é isso, imitar os norte-americanos.”
Antes de Ed Motta, talvez apenas o pianista Dick Farney, dos nomes de vulto, tenha tido a mesma decisão antes de se convencer de que cantar em português seria mais negócio do que inspirar-se em Frank Sinatra para todo o sempre. A carreira de Ed Motta dá sinais de que faz o caminho contrário, o português em estado crescente de extinção, desde sua origem, quando ele tinha 16 anos e pensava em tudo como cantor do grupo Conexão Japeri. “Gostava de música americana, ia pro baile dançar todo fim de semana”, dizia em 1988, abrindo Manuel. No mesmo álbum, A Rua trazia o garoto cantando versos em inglês, emulando James Brown como se fosse um nativo do Harlem. “E eu não sabia falar inglês.”
Agora, 30 anos depois do Conexão Japeri, Ed Motta, além de saber o que não quer, começa a desenhar um caminho que diz só ter encontrado em sua nova conexão, aos 47 anos: Criterion of the Sense. A língua portuguesa sempre foi um desconforto, mesmo em trabalhos comercialmente vitoriosos, como o Manual Prático para Festas, Bailes e Afins (vol. 1), de 1998, que ele coloca longe de suas realizações pessoais.
“Aquilo foi bom para a gravadora, não para mim. As canções foram descaracterizadas. A essência está ali, mas a moldura é de plástico. A gravadora (Universal) contratou Liminha, que é um grande cara, mas que teve de fazer o que eles pediram.” Os discos se sucederam entre inglês e português que podia criar alguma confusão em um posicionamento de Ed para ele mesmo. Afinal, que língua era a sua?
Dwitza e Poptical, 2003 e 2005, vieram em português. Em 2008, seu primeiro em inglês, Chapter 9. O seguinte, Piquenique, voltou a ser em português. AOR, de 2013, tinha letras em português, mas com um pensamento musical claramente desenvolvido em inglês.
Nada ainda soava tão confortável em seu português de conveniência.
Nas entrevistas, Ed Motta passou a falar da ditadura da letra na canção brasileira. Compor letras, para ele, era apenas um pretexto para se fazer música. O que importava era o som. “Sempre critiquei essa hipervalorização do texto.”


O ponto de Criterion é esse. Pela primeira vez, Ed Motta encontra uma narrativa que desvia do tema universal que rege a inspiração de criadores de todo o planeta. Ed não fala de amor, mas de situações, de imagens cinematográficas, de personagens. Faz crônica policial, ficção científica, conspirações espaciais.
Sua cabeça virou uma chave saindo do modo compositor e para o modo roteirista, uma postura que muda tudo. The Tiki’s Broken There, por exemplo, fala de uma trama que envolve a quebra de um Tiki, um totem da polinésia. “Indo bem no interior do vale / Miss Shore sai pela porta / Suando bastante / O papiro escondido dentro de sua casa / Não foi culpa dela, porque o Tikis estava quebrado”, uma tradução livre para a trama que ele conta em inglês.
O que seria um pensamento mais simples aparece em Your Satisfaction is Mine. Mas tudo é sugerido, nada concretizado. “Olhos vermelhos, carro esfumaçado / A velha regra é / Nunca pronuncie meu nome lá.” Ed fala de sua investigação para se chegar a esse resultado.
“Eu chego a assistir a um filme por dia, filmes clássicos, alguns dos anos 80. Essas ideias vêm de garoto, quando já assistia muito, pelo menos a um filme noir por dia. O que estou fazendo agora, deveria ter feito há 20 anos.” Ele fala mais de suas indisposição com a poética clássica da música brasileira. “Eu fiquei antipatizado no mundo da letra. A ideia da grande letra da música brasileira nunca me interessou. A moça sentada na cabeceira, vestida de renda, olhando a fazenda. Esse imaginário brejeiro não me toca.”
Há uma fala sua que, fora de contexto, é daquelas prontas para torná-lo alvo por uma suposta arrogância. “Quando penso em escrever algo, imediatamente me vem o inglês. E eu só leio em inglês, o tempo todo. É muito raro eu ler alguma coisa em português.”

Culto desde a adolescência
Se tivesse de escolher 100 discos para levar a outro planeta, diz Ed, apenas quatro estariam em sua bagagem. Coisas, de Moacir Santos; Matita Perê, de Tom Jobim; Maria Fumaça, da Banda Black Rio; e o álbum de Robson Jorge e Lincoln Olivetti, de 1982. Algo sobre João Gilberto e seu cultuado Chega de Saudade? “Passa longe”, ele diz.
Há uma explicação geracional sim por seu culto aos norte-americanos. “Sou parte de uma juventude que ficava muito ligada no que era feito na Inglaterra e nos Estados Unidos. Isso era algo natural. A ideia do nacionalismo acaba sendo limitadora para mim, mas entendo como sendo uma proteção de mercado.” E volta a dizer a essa altura da conversa. “Eu sempre quis ser americano. Sei que são politicamente horrorosos, mas musicalmente esses caras habitam algum outro planeta.”
Há um pensamento no mundo pop de que quanto mais elaborado um trabalho, com harmonia sofisticada ou pesquisas de ritmos que saiam das soluções mais previsíveis, menor será sua abrangência popular. Então, quanto mais limpo for de lugares incomuns, maior será a aceitação de uma boa canção.
Stevie Wonder seria um raro exemplo de um criador que jogaria nas duas posições. Faz música profunda para uma base planetária de fãs. “Mais ou menos, ele também sabe o que está fazendo”, contrapõe Ed. “Eu continuo não muito preocupado com essa comunicação. Mesmo quando cantava em português, sempre achei que a música que fazia era internacional. Fui aprender então que a língua do mundo é o inglês. O ABBA(grupo sueco) canta em inglês, o Scorpions (banda de metal alemã) também.”

Graves estonteantes
As cine letras de Criterion of the Sense também funcionam porque a música que resulta dessa safra de Ed as conduz pelo espaço. A qualidade de gravação do disco está em padrões fora da curva do que se ouve em materiais digitais (CDs ou faixas virtuais comprimidas e de graves ‘invisíveis’).
Tudo parece sair de um vinil europeu recém-lançado. Há ainda alguma contaminação que parece remanescente de AOR ou do ambiente de seu Baile do Flashback, a compilação de canções setentistas que Ed refez para sair em turnê.
Lost Connection to Prague é deliciosamente sexy, com um rhodes piano e solos de guitarra fusion de Thiago Arruda. Swetest Berry, outra pop disco cheia de viradas, é irresistível na primeira audição.
No terceiro tema, Novice Never Noticed, já há bons argumentos para se considerar esse um dos melhores álbuns de Ed Motta. E isso aos que também podem não entender suas letras. Elas continuam sendo menores do que sua brutal musicalidade.

Luane mantém Sandro Pedroso no alvo: “Vou votar pela força do ódio”

Luane Dias está magoada com Sandro Pedroso
R7 - Luane Dias ainda está magoada com Sandro Pedroso. Na manhã deste domingo (30), a peoa conversou com Ana Paula Renault e confessou que o ator está na mira dela.
O papo começou quando a jornalista quis seria a indicação de Luane se ela fosse a primeira fazendeira do programa. A resposta? Sandro Pedroso.
- Todo mundo ia votar nele. Ele era o mais distante. Ele era o mais destacado. Agora vou votar pela força do ódio.

A bronca de Luane com Sandro começou justamente na primeira Roça, quando ela foi indicada pelo peão com o argumento de que não fazia nada na casa. O ator até chegou a pedir desculpas e disse que torcia pelo retorno dela da berlinda. A conversa, no entanto, não bastou para passar a mágoa.
- Ele foi fazendeiro, mas até hoje não conseguiu que as pessoas tirassem o ranço dele.

Ana Paula, porém, explicou que não tem nada contra o ator, mas que também acha que ele tem dificuldades de entrosamento.
- Ele vai na academia umas 40 vezes por dia. Toma banho umas 30 vezes por dia, vai na piscina... tudo carreira solo.

'Não voto há 16 anos; anulo, não me sinto representada ', diz Carolina Ferraz

Carolina Ferraz
Folha de São Paulo - “Você viu isso na Wikipedia? Jura?!”, surpreende-se Carolina Ferraz ao ser perguntada pela coluna se seu pai foi morto por um pistoleiro em Goiânia (GO). “Sim, ele foi assassinado. E meu irmão morreu de Aids”, diz a atriz de 50 anos sobre as informações que constam na página da enciclopédia virtual dedicada a ela.
“Os homens tiveram mortes violentas na minha família, infelizmente”, lembra. “Mas já faz muito tempo. Eu convivo muito bem com a minha vida, a minha história. Nunca fui vítima das minhas tragédias.”
“As mulheres [da família] sobreviveram. Superamos os problemas. Minha mãe que tomou conta desse barco e levou ele adiante”, conta a atriz sobre a matriarca, ex-professora que atualmente tem 80 anos. “É uma mulherada toda à minha volta [risos].”


Carolina é mãe de Valentina, 23, e Izabel, 3, frutos de dois casamentos diferentes. “A melhor coisa que eu já fiz até hoje é ser mãe das duas”, afirma. “É muito interessante o que os filhos provocam na gente também. Como é maravilhoso eu ter tido essa filha agora. É uma injeção de juventude, né? Inclusive os hormônios todos, fica tudo tinindo.”
Para ela, criar uma criança atualmente é mais difícil do que no passado. “Mas só sei disso porque eu tive uma 20 anos atrás. Naquele momento eu achava que o mundo estava no ápice da modernidade, que as coisas eram sensacionais”, compara. “Hoje tudo muda muito mais rápido.”
Daqui a 20 anos, Carolina espera que suas filhas vivam em uma “sociedade mais igualitária”. “Estamos trabalhando para que sim, né?”, afirma a atriz.
“Durante muitos anos os homens foram protagonistas da narrativa. Agora as protagonistas são as mulheres. Os rapazes vão ter que entender isso. Não significa que vá diminuir a presença do homem. Mas é bom que haja essa inversão. Se não, fica monótono.”
Carolina diz achar “assédio um saco”. “É careta, caído. Um exercício idiota de poder muito obtuso.” Formada em balé e já tendo trabalhado como modelo, ela afirma nunca ter sido vítima de um episódio do tipo. “Tenho amigas que passaram por situações bastante constrangedoras. É uma situação que durante muito tempo foi velada, e é bom que se revele.”
“Não sei como consegui passar invicta [sem sofrer assédio sexual]. Passei incólume. Graças a Deus. Tive aquelas coisas de estar andando na rua e alguém gritar: ‘Ê gostosa!’. Aí aproveitava essa hora mesmo e me achincalhava: ‘Tá na hora de fazer uma dieta’”, brinca —e gargalha. “Sempre que posso eu levo a coisa com piada, para descontrair.”
“Eu me considero uma atriz de formação cômica, embora as pessoas me vejam pouco como alguém que faz comédia”, afirma Carolina, que está em cartaz com a peça de humor “Que Tal Nós Dois?”, que encerra a temporada paulistana neste domingo (30) após ser prolongada por duas vezes.
“[Geralmente me atribuem] essa imagem mais sofisticada, né? De rica”, complementa a atriz, que virou meme na internet graças ao bordão “Eu sou rica!” que usou com sua personagem na novela “Beleza Pura” (2008), da Globo. “Eu entendo, acho plausível.”
“O ator é a sucessão de papéis que ele consegue fazer. Não os papéis que ele tem competência para fazer. E acho que é assim em todas as profissões”, diz. “Se Freud fosse tudo o que foi e ninguém tivesse escutado a voz dele, ele simplesmente não teria existido. Para o artista, para o jornalista, é a mesma coisa, né?”
“Então se você não me viu muitas vezes fazendo comédias é porque não consegui fazer personagens cômicos tanto quanto eu gostaria de ter feito”, reflete Carolina, que foi indicada como melhor atriz no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro pela sua atuação no filme “A Glória e a Graça”.

Carolina Ferraz e a filha mais nova, Izabel
Carolina Ferraz trabalhou por 27 anos na Globo, emissora na qual ela entrou como apresentadora do “Fantástico” e integrou o elenco de novelas como “Por Amor” (1997) e “Kubanacan” (2003). Em 2017, a atriz teve o seu contrato rescindido. No mesmo ano, processou a emissora cobrando direitos trabalhistas.
“De fato fechei [portas], né?”, afirma. “Eu tenho certeza absoluta que se eu não tivesse movido essa ação eu ainda estaria trabalhando lá. As minhas avaliações sempre foram boas”, afirma.
Mas ela não se arrepende da iniciativa. “Ponderei bastante, acho justa. A emissora foi correta, me avisou que não haveria renovação um ano antes. Tentamos conversar, mas não conseguimos chegar a um acordo. Então eu não parti para uma atitude agressiva, revanchista”, diz. “E quer saber? Isso não representa mais nada, porque acho que é uma coisa que vai se resolver daqui a dez anos. Esquece. Lança na vida e vamos ver o que vai acontecer.”
Entre 2014 e 2017, Carolina apresentou um programa de culinária no GNT. “Foi uma coisa que me humanizou muito. Porque o ator está sempre protegido pelo personagem, e ali me viam batendo colher, bebendo vinho, dando gargalhada”, avalia a atriz, que este ano lançou o seu segundo livro de receitas. Atualmente, ela diz estar se dedicando à produção de cinema e prepara um projeto para a TV aberta para o ano que vem, no qual será apresentadora —sem revelar detalhes. 

Carolina não vota há 16 anos. “Vou lá e anulo”, conta. “Não me sinto representada.”
“Até me questionam sobre isso. É uma posição, sim. Não há uma pessoa, um partido, com quem eu sinta afinidade”, explica. “E do jeito que a coisa está encaminhada [para as eleições deste ano], me vejo absolutamente obrigada a anular mais uma vez. Infelizmente.”
A atriz avalia que fazer cultura no Brasil “é muito difícil”.
“Nós atores somos ‘vilanizados’ por essa questão das leis de incentivo. E acredito, infelizmente, que existam pessoas corruptas em qualquer área. Até na política [risos].”
“Mas sem as leis de incentivo, fica inviável”, diz. “Precisa-se criar maneiras para que as pessoas se interessem em distribuir cultura. E as leis de incentivo ajudam. Mas no Brasil sempre um acaba tentando tirar vantagem de uma situação, prejudicando toda uma classe que rala para fazer as coisas.”
“A cultura é uma maneira de você entender qual é o país onde você está. Um jeito de explicar ao mundo como é você como nação”, defende. “A gente vive numa sociedade que cria cidadãos para que eles mesmos não transcendam.”
Para ela, a arte passa por fases e “tem que ser questionada sempre”. “Inclusive sobre o que é ou não arte”, diz. “Mas o debate não pode parar no moralismo. Nunca.”
“Eu posso, na minha casa, questionar se [uma peça ou exposição] é arte. Mas aquilo tem que existir no mundo. E eu posso ir ou não. Mas eu sou a favor, sempre, da liberdade de expressão. Irrestrita.”
“Ainda escrevem que eu nasci em Morrinhos?”, pergunta Carolina, referindo-se ao verbete sobre ela na Wikipedia –que aponta o município goiano como sua cidade natal. “Caramba, alguém deve ser muito fã de Morrinhos [risos]. Nada contra, é uma cidade linda. Mas eu nasci em Goiânia! Já corrigi umas 30 vezes, mas desisti. Reza a lenda que eu nasci em Morrinhos. Deixa, né?”

Morre a cantora Angela Maria, aos 89 anos, em São Paulo


Agência Brasil - Aos 89 anos, morreu em São Paulo, a cantora Angela Maria. Ela estava internada há 34 dias, no Hospital Sancta Maggiore em decorrência de um quadro de infecção. O velório e o enterro ocorrerão hoje (30) no Cemitério Congonhas. De acordo com a família, foi um período de sofrimento para a artista.
A cantora morreu na noite deste sábado (29). Em um vídeo, publicado no Facebook, Daniel D’Angelo, marido da cantora, Alexandre, um dos quatro filhos adotivos do casal, e um assessor confirmaram a morte e pediram orações. Também afirmaram que jamais deixarão a estrela dela apagar.
Angela Maria, conhecida como a Sapoti, foi uma das rainhas do rádio e de estrondoso sucesso entre os anos de 1950 e 1960, em um vídeo no Facebook. "É com meu coração partido que eu comunico a vocês que a minha Abelim Maria da Cunha, a nossa Angela Maria, partiu, foi morar com Jesus", disse Daniel D’Angelo.

Vida

Ângela Maria em 1957
Ângela Maria, nasceu em Conceição de Macabu, no Rio de Janeiro. Foi operária e teve várias atividades profissionais, mas sempre quis seguir carreira artística. Mas jamais deixou de cantar.
A artista se consagrou na era dourada do rádio, tornando-se uma referência ao lado de Maysa, Nora Ney e Dolores Duran. Recentemente, a cantora disse que gravou 114 discos e vendeu aproximadamente 60 milhões de exemplares.

Capa do LP 'Incomparável' (1962)
LP 'Presença de Ângela Maria' (1963)
Capa do LP 'Quando A Noite Vem' (1969)
Capa de Ângela, LP lançado em 1975
'Apenas Mulher', LP lançado no ano de 1980
Capa do LP autointitulado de 1987
Em 2012, tentou seguir carreira política. Candidatou-se a vereadora da cidade de São Paulo, mas não se elegeu. Há três anos foi lançada a biografia “Angela Maria: a eterna cantora do Brasil”, escrita pelo jornalista Rodrigo Faour, que reuniu depoimentos e relatos da cantora.

Temer e Minc manifestam pesar
Por meio da rede social Twitter, o presidente Michel Temer expressou condolências. “Lamento a morte da cantora Ângela Maria, a nossa Rainha do Rádio, um dos ídolos que tanto influenciou grandes nomes da Música Popular Brasileira. Meus sentimentos à sua família e amigos”, postou Temer.
Em nota oficial, o Ministério da Cultura (Minc) citou alguns dos principais sucessos de Ângela Maria e também lamentou sua morte. “O Ministério da Cultura manifesta sinceros sentimentos de pesar à família, amigos, colegas e admiradores do trabalho da cantora, uma das maiores vozes da música brasileira”, mencionou a pasta.

Kevin Spacey é acusado, mais uma vez, de abuso sexual (desta vez, por um massagista)

Kevin Spacey está com a carreira degringolando aos poucos
O decadente ator Kevin Spacey foi novamente alvo de denúncia de abuso sexual, mas agora cometido por um massagista. O jornal britânico The Guardian informou que o caso ocorreu em outubro do ano retrasado, em Malibu, nos Estados Unidos.
A suposta vítima disse que o ex-membro da série House Of Cards (produzida pela Netflix) o puxou para beijá-lo e conduziu sua mão à força aos seus órgãos genitais. O massagista, que é casado e tem filhos (não disse quantos), abriu um processo contra Spacey no Tribunal Superior de Los Angeles.

Kevin Spacey em cena da série House Of Cards
O ator estadunidense está sendo investigado nos Estados Unidos e também na Inglaterra pelo mesmo crime cometido outras vezes. Entre as várias vítimas, estão o também ator Anthony Rapp, que foi abusado por Spacey aos 14 anos, e o filho da jornalista Heather Unruh, que tinha 18 anos quando foi agredido sexualmente em 2016. As queixas, que começaram a surgir no ano passado, fizeram o ator assumir sua homossexualidade, ser demitido da série citada acima e perder um papel no filme Todo o Dinheiro do Mundo, que entrou em cartaz nos cinemas americanos no Natal do ano passado.

Kevin Spacey e Ansel Elgort em cena de Bilionaire Boys Club
Para se ter uma ideia, o pessoal tomou tanta raiva do Kevin que nem o último filme dele quiseram assistir. Billionaire Boys Club, lançado em julho, arrecadou apenas US$1400 durante o tempo que ficou em cartaz, e apenas 66% dos usuários do Google deram-lhe likes.