segunda-feira, 17 de junho de 2019

'Flash TV': "Esperança", novela de Benedito Ruy Barbosa, completa 17 anos nesta segunda-feira (17)


*INFORMAÇÕES: MEMÓRIA GLOBO E TELEDRAMATURGIA
*IMAGENS: MEMÓRIA GLOBO E GSHOW
Em 17 de junho de 2002, a Globo tinha o prazer de transmitir o primeiro capítulo da novela das oito Esperança, escrita por Benedito Ruy Barbosa como uma tentativa de embarcar no sucesso de Terra Nostra, escrita por ele quase dois anos antes. A produção substituiu o fenômeno O Clone, de Glória Perez, e antecedeu o também sucesso Mulheres Apaixonadas, de Manoel Carlos. Teve 209 capítulos e contou com nomes como Priscila Fantin, Antônio Fagundes, Reynaldo Gianecchini, Maria Fernanda Cândido, Raul Cortez, Ana Paula Arósio, Gabriela Duarte, Lúcia Veríssimo, Regina Dourado, Oscar Magrini, Gianfrancesco Guarnieri e Regina Dourado entre outros.

Reynaldo Gianecchini e Priscila Fantin nos bastidores de Esperança
Repercussão
Em termos de audiência, Esperança não deu nem um pouco certo em terras brasileiras, tanto é que terminou com apenas 38 pontos de média geral - sete abaixo do exigido pela emissora carioca entre 1995 e 2007 -, e a queda de audiência contribuiu para o fracasso da reprise de Terra Nostra no Vale A Pena Ver de Novo.
Reynaldo Gianecchini e Priscila Fantin em cena de Esperança
Apesar da péssima receptividade por parte do público, a novela venceu os prêmios Contigo! e Qualidade Brasil SP na categoria de melhor do ano. No exterior, Esperança virou fenômeno na Rússia, Itália e Israel, sendo exibida nestes países com os títulos Terra Esperanza e Terra Nostra 2.

Sinopse
O enredo de Esperança, ambientado na década de 1930, era focado no amor impossível de Toni (Reynaldo Gianecchini) e Maria (Priscila Fantin), ambos nascidos na cidade italiana de Civita. O pai dela, Giuliano (Antônio Fagundes), não via essa união com bons olhos devido à condição financeira de Toni que não era das melhores. O casal planejou fugir para o Brasil, mas Giuliano chegou a tempo de não deixar que a filha fosse embora.

Antônio Fagundes e Priscila Fantin em cena da novela das oito Esperança
Distante um do outro, Maria engravida do amado, mas casa-se com o rico e perverso Martino (José Mayer), que termina assassinado por motivos políticos. Já Toni passou a trabalhar num armarinho do judeu Ezequiel (Gilbert), e mesmo sem se esquecer da promessa que fez de reencontrar Maria, acabou por se envolver com a filha de Ezequiel, Camilli (Ana Paula Arósio). A trama ganhou mais força assim que Maria, antes do marido morrer, veio ao Brasil e passou a disputar com Camilli o amor de Toni; e Genaro, pai deste, saiu da Itália para fazer as pazes com o filho.
Ana Paula Arósio com Priscila Fantin em cena de Esperança
Com Benedito Ruy Barbosa afastado por problemas de saúde e baixa audiência, Walcyr Carrasco entrou em cena e transformou o triângulo amoroso principal num quadrado ao criar o judeu Samuel (Paulo Ricardo), apaixonado por Camilli.
Paulo Ricardo como Samuel em Esperança
Paralelamente a isso, foi discutida na mesma novela o uso de mão-de-obra infantil e a má remuneração dos trabalhadores, dois problemas muito comuns na época. Os assuntos foram representados pelos universitários José Manoel (Nuno Lopes), Felipe (Daniel Lobo), Marcos (Chico Carvalho) e Rafael (Mariz), que trocavam ideias quando se encontravam; e a operária e enfermeira Nina (Maria Fernanda Cândido), que liderou a greve dos operários.

Maria Fernanda Cândido na pele de Nina nos bastidores de Esperança
Teve ainda a disputa por terras, neste caso, uma fazenda localizada em São Paulo, travada pela viúva Francisca (Lúcia Veríssimo) com os também fazendeiros Vincenzo (Othon Bastos), Adolfo (Antônio Petrin) e Farina (Paulo Goulart).

Lúcia Veríssimo nos bastidores de Esperança
Paulo Goulart e Ranieri Gonzalez em cena de Esperança
Curiosidades
- No Brasil, Esperança é a pior audiência registrada no horário das oito. Em décimos, a média é menor que a de Suave Veneno, de Aguinaldo Silva, que penou muito em sua exibição original, entre janeiro e setembro de 1999. Nem mesmo Viver a Vida e Passione, que tiveram, respectivamente, 36 e 35 pontos de média, conseguiram essa façanha, já que a meta para estas duas novelas passara a ser de 40 pontos.
Reynaldo Gianecchini com Raul Cortez e Eva Wilma em Esperança
- Até hoje, Benedito não consegue se entender com Walcyr a respeito da reta final de Esperança e trocam farpas constantemente. O primeiro diz que o término não foi do jeito que ele queria e até ameaçou agredir Walcyr, que chegou a rebater ao lembrar a elevação da audiência que teve assim que assumiu o comando.

Benedito Ruy Barbosa
- Foi a quarta novela de Benedito que abordou a imigração italiana. Antes, além de Terra Nostra, escreveu Os Imigrantes (1981), na Band, e Vida Nova (1989), na Globo, e ambas foram bem sucedidas no Ibope. Já Terra Nostra patinou à partir do quarto mês de exibição, mas conseguiu elevar em seis pontos a média da faixa nobre na grande São Paulo e em quatro no Rio de Janeiro, terminando com 44 e 47 pontos, respectivamente.

Lauro Corona e Deborah Evelyn em cena de Vida Nova (1989)
Ana Paula Arósio entre Thiago Lacerda e Marcello Antony nos bastidores de Terra Nostra (1999)
- Por trás das câmeras, os atores e demais envolvidos no projeto sofreram com a demora da entrega dos capítulos. Por isso, algumas cenas eram gravadas na véspera ou no mesmo dia em que eram exibidas.
Maria Fernanda Cândido e Nuno Lopes em cena da novela Esperança
Trilha Sonora
Esperança teve dois álbuns distribuídos. O nacional, estampado por Priscila Fantin, teve como destaques a então debutante Vanessa da Mata com o single Por Onde Ir, de seu primeiro álbum auto-intitulado; Onde Está o Meu Amor, da banda de pop-rock RPM; e a abertura Esperança, cantada por Laura Pausini, Gilbert, Daniel, Alejandro Sanz e os participantes do reality show Fama, grande sucesso da Globo transmitido entre 2002 e 2005.


01. ESPERANÇA – Gilbert, Laura Pausini, Alejandro Sanz e Fama Coral
02. EU E O SABIÁ – Chitãozinho & Xororó
03. VEM SONHAR (PARLAMI D’AMORE MARIÙ) – Leonardo
04. ONDE ESTÁ O MEU AMOR ? – RPM
05. MILAGREIRO – Djavan
06. MUITO AMOR – Fagner
07. VIOLA QUEBRADA – Pena Branca & Xavantinho
08. NOVAMENTE – Clara Becker
09. NOTÍCIAS – Marina
10. TEMPLO – Chico César
11. ONDE IR – Vanessa da Mata
12. O CIO DA TERRA – Chico Buarque e Milton Nascimento
13. BICHO DO MATO – Arlindo Farias
14. O QUE FOI FEITO DEVERÁ – Elis Regina
15. ESPERANÇA – Fama Coral
16. CUITELINHO – Nara Leão

O álbum internacional teve Nuno Lopes na capa e 18 canções de dialetos italiano e espanhol, sendo duas delas Speranza, versão de 'Esperança', e Seamizai, ambas cantadas por Laura Pausini. O brasileiro Chico Buarque também teve uma canção sua incluída aqui. Seu êxito Yolanda foi regravado em parceria com o cubano Pablo Milanéz. Também foram incluídos Alejandro Sanz, Celine Dion, Sarah Brightman, Leonardo e o ator Gilbert, que também canta.


01. J’TTENDAIS – Celine Dion
02. TI AMO – Sergio Endrigo
03. TU – Sarah Brightman
04. YOLANDA – Chico Buarque
05. CUANDO NADIE ME VE – Alejandro Sans
06. L’ABITUDINE – Andrea Bocelli e Helena
07. ADEUS… E NEM VOLTEI – Madredeus
08. CORE’NGRATO – Roberto Murolo
09. SEAMISAI – Laura Pausini
10. PARLAMI D’AMORE MARIÚ – Leonardo
11. LA MUSICA É FINITA – Ornella Vanoni
12. AMORE PERDUTO – José Carreras
13. IL MONDO – Jimmy Fontana
14. PASSA E VA – Mafalda Minnozzi
15. MARECHIARE – Família Lima
16. CHIMERA – Gianni Morandi
17. YERUSHLAIM SHEL ZAHAV – Gilbert
18. SPERANZA – Laura Pausini

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